Laboratórios virtuais são divulgadores da ciência

Responsável pelo projeto no Instituto de Física fala da importância do investimento em universidades

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Os laboratórios virtuais estão ganhando cada vez mais espaço nas grande universidades do mundo. A Universidade de Harvard criou recentemente uma plataforma gratuita sobre ciência, com o objetivo de dar oportunidade para jovens terem acesso à educação científica. Ela também terá a colaboração de professores e orientadores científicos, que darão feedback sobre os protótipos criados pelos estudantes. Na Universidade de São Paulo não é diferente. Desde 2004, o Instituto de Física oferece essa oportunidade através do laboratório Experimentos Virtuais de Mecânica. Para falar sobre o assunto, o Jornal da USP no ar conversou com a professora do Instituto de Física, Nora Maidana, responsável pelo projeto.

Nora explica que o laboratório começou em 2004, com auxílio da Pró-Reitoria de Graduação e da Fapesp. “A ideia desse laboratório foi prestar apoio às disciplinas teóricas e mecânicas, para dar aos alunos uma noção real, para contextualizar os assuntos que nós apresentamos na teoria.” O laboratório pode ser acessado via internet e apresenta diversas experiências que o aluno pode realizar, como, por exemplo, de translação e rotação, indicando apenas os dados do experimento.

“A ideia não é competir com os laboratórios tradicionais, é uma outra ferramenta de contextualização e auxílio para os professores que ministram disciplinas” lembra a professora. Além disso, a plataforma pode ser usada não somente por alunos da graduação ou professores, mas também por estudantes de ensino médio, simplesmente adaptando o material.

Para a produção do material que vai para a plataforma, são filmadas experiências reais. Esses vídeos são editados, as imagens destacadas e tratadas, e então é inserido um cronômetro para a marcação de tempo. Com isso, é possível determinar velocidades, acelerações e forças. Cada experiência possui um roteiro criado pelos professores para auxiliar o aluno.

Há acessos ao site em todas as regiões do Brasil, além de diversos países do mundo. Já passaram pelo projeto mais de 15 bolsistas de iniciação científica buscando o aperfeiçoamento da plataforma. Segundo Nora, o site não tem foco no ensino a distância, é um complemento de estudo e incentivo à divulgação da ciência.

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