José Américo de Miranda Barros fala sobre o outro lado de Machado de Assis

O pesquisador aborda as diferentes características da poesia de Machado de Assis

 

No Diversidade em Ciência, o professor Ricardo Alexino Ferreira entrevista José Américo de Miranda Barros, professor associado aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e, atualmente, pesquisador da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Em 2010, ele fez Pós-doutorado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP).

Em sua entrevista, o pesquisador aborda as diferentes características de Machado de Assis na poesia. Fala também sobre a sua pesquisa “Machado de Assis: poesia excluída”, que analisa as poesias renegadas por Machado nas obras Crisálidas (1864), Falenas (1870) e Americanas (1875).  A pesquisa tem financiamento do CNPq e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado do Espírito Santo (Fapes).

Na entrevista, José Américo traz a música Lua da estiva noite, composta por Machado de Assis e Arthur Napoleão, em 1880. A música foi feita para canto, piano e flauta e foi parte do álbum Ecos do Passado.

Machado de Assis como segmento da diversidade – Joaquim Maria Machado de Assis (1839 a 1908) é considerado um dos grandes gênios da história da literatura. Foi neto de escravos alforriados e filho de mãe portuguesa, lavadeira. Nas últimas décadas, a sua etnia é reivindicada arduamente pelos negros brasileiros, apesar de suas representações em documentos oficiais serem embranquecidas.

Um dos casos mais notórios foi em 2011, em decorrência do aniversário de 150 anos da Caixa Econômica Federal, que colocou um ator branco representando Machado de Assis. A indignação de segmentos étnicos negros levou a Caixa a refazer a peça publicitária colocando um ator negro para representar o escritor.

A epilepsia atormentava o escritor. O próprio Machado pouco ou nada se referia a ela, mas os seus biógrafos a confirmaram. Em uma carta ao poeta e jornalista Mário de Alencar (1872 a 1925), Machado de Assis confidencia as crises, mas as chama de “fenômenos nervosos”:  “O muito trabalhar destes últimos dias tem-me trazido alguns fenômenos nervosos…”, conforme descreve o escritor José Lopes no artigo Machado de Assis e a epilepsia, de 1971.


Diversidade em Ciência

O Diversidade em Ciência é um programa de divulgação científica voltado para as ciências das diversidades e direitos humanos, e vai ao ar toda segunda-feira, às 13 horas, com reapresentações às terças-feiras, às duas horas da manhã, e aos sábados, às 14 horas, com direção e apresentação do jornalista e professor da ECA-USP e membro da Comissão de Direitos Humanos da USP, Ricardo Alexino Ferreira, e operação de áudio de João Carlos Megale.

O Diversidade em Ciência é gravado nos estúdios do Departamento de Comunicações e Artes/Educomunicação, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

A Rádio USP-FM pode ser sintonizada em 93,7 MHz/SP ou pelo link http://jornal.usp.br/radio/

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