O isolamento da Rússia e as consequências para a saúde global

Mesmo com as críticas em relação o isolamento econômico do país, a Copa foi um sucesso no quesito saúde

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Encerrando o especial Copa do Mundo, o professor Paulo Roberto Santiago apresenta, na coluna Ciência e Esporte desta semana, trabalho publicado no ano de 2015 que trouxe preocupações com o evento que ocorre na Rússia. O professor diz que o estudo trouxe como tema “o fato de o país ser isolado e como este fato poderia prejudicar a saúde global”.

O trabalho analisado por Santiago foi publicado no periódico The Lancet e questiona o fato de que em razão das sanções ocidentais, que de certa forma isolaram a Rússia dos principais sistemas internacionais, poderia prejudicar a organização da Copa, em função da falta de transmissão de conhecimentos prévios ou de experiências na organização de competições anteriores.

Santiago explica que a saúde foi abordada como um problema pelo simples fato da aglomeração de turistas: “Este ano a Rússia recebeu aproximadamente 1 milhão de visitantes”. Devido a isso, diz o artigo, desde o início questões voltadas para reformas e modernizações no sistema de saúde deveriam ser aplicadas. “O alto nível de visitantes no país foi preocupante, necessitava de vigilância e o monitoramento das doenças que são infecciosas ou contagiosas e difíceis de controlar.”

Três anos após a publicação e com a proximidade do encerramento da competição “aparentemente até agora a Copa foi um sucesso no quesito saúde. Mesmo com todas as críticas levantadas em relação ao isolamento político e econômico do país, esses problemas foram superados”, conclui o professor Santiago.

 

Ouça, no link acima, a íntegra da coluna Ciência e Esporte.

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