IPT passa a ser dirigido por uma mulher após 119 anos de história

Com 42 anos de carreira no instituto, Zehbour Panossian nunca imaginou chegar ao cargo de diretora

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jorusp

Pela primeira vez, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), associado à USP, passa a ser dirigido por uma mulher. A professora Zehbour Panossian é formada pelo Instituto de Física (IF) da USP,  professora convidada do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Escola Politécnica (Poli), foi diretora de inovação e coordenadora de planejamento e negócios do IPT e é a 18ª pessoa a assumir o cargo de direção do instituto.

Apesar de primeira mulher na direção, a professora possui uma extensa carreira. São 42 anos testemunhando as transformações tecnológicas dentro do IPT. “Meu mundo se resumia ao laboratório. Eu vi o laboratório começar com 40 metros quadrados, e chegar à 6 mil metros quadrados” comenta. De acordo com ela, na longa trajetória no instituto, nunca sofreu machismo, mas acredita na importância de ter uma mulher a frente da liderança.

Zehbour Panossian – Foto: Divulgação / IPT

Segundo Zehbour, o trabalho se resumia a ensaios e análises, mas, com o passar do tempo, passaram a desenvolver serviços tecnológicos, chegando a criar grandes projetos com duração de até cinco anos. Os projetos desenvolvidos pelo instituto auxiliam o País no combate à corrosão e proteção de superfície, especialidade da pesquisadora. O instituto foi, por exemplo, o primeiro a estudar a corrosão atmosférica no Brasil.

Na diretoria de inovação foi responsável por programas como o Novos Talentos, que oferece bolsas a alunos de mestrado, doutorado e pós-doutorado da Universidade, o que aproxima ainda mais a USP do instituto de pesquisa.

O IPT atualmente conta com 39 laboratórios, pensa políticas públicas e serve à indústria no desenvolvimento tecnológico brasileiro, fazendo com que se sustente sem dependência do exterior. Zehbour conta que o instituto sentiu o impacto da crise econômica do País, teve que se reestruturar e hoje busca seguir com o reconhecimento de sua importância no meio tecnológico.

Jornal da USP no Ar, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93,7, em Ribeirão Preto FM 107,9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular. Você pode ouvir a entrevista completa no player acima.

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