Intervenção artística no Largo da Batata alerta para os riscos do autoritarismo

Artista distribui lambe-lambes com frases de Costa e Silva, Magalhães Pinto e outros mentores do AI-5

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A arte contemporânea, como assinala a professora Giselle Beiguelman em sua coluna da Rádio USP, reflete os últimos acontecimentos políticos do País. Na madrugada do último dia 3, a artista multimídia Bianca Turner começou a distribuir, no Largo da Batata, em Pinheiros, uma série de lambe-lambes – cartazes artesanais que trazem conteúdo social, político ou artístico. “As frases remetem ao Ato Institucional nº 5, que neste ano completa 50 anos de sua promulgação (no dia 13 de dezembro de 1968) e marcou o momento mais duro da ditadura militar”, diz Giselle, artista e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. “Dia 3 foi a véspera do julgamento do habeas corpus impetrado pelo ex-presidente Lula no Supremo Tribunal Federal. Foi também o dia em que o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, declarou na sua conta no Twitter que repudiava a impunidade e que o Exército se mantinha atento às suas missões institucionais.
Os dizeres da série de 15 lambe-lambes foram pesquisados por Bianca e fazem parte de um projeto que está desenvolvendo, chamado Filosofia dos Gabinetes. “Todas as frases são bastante perturbadoras, porque se confundem com afirmações que hoje estão circulando nos embates que se travam nas redes e nas ruas, a respeito da democracia, do respeito à Constituição, dos interesses do País e do temor da desordem”, observa.

Para mais informações sobre os temas tratados e sobre o trabalho de Bianca Turner acesse http://www.desvirtual.com

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