Inteligência artificial voltada para indústria bélica gera protestos

Funcionários da Google manifestaram-se francamente desfavorável ao projeto Maven, feito em parceria com o Pentágono

O professor Glauco Arbix retoma, em sua coluna semanal para a Rádio USP, o tema da Inteligência Artificial,  desta vez,  no entanto, alertando para seu uso na indústria bélica. Na semana passada, funcionários da Google pediram demissão enquanto outros 4 mil assinaram uma carta pedindo que a empresa interrompesse uma parceria com o Departamento de Defesa dos EUA para ajudar a agência do governo a desenvolver uma inteligência artificial, cujo objetivo seria identificar objetos mostrados em vídeos capturados por drones. Trata-se do Projeto Maven, que também gerou manifesto público assinado por acadêmicos.

Para o colunista, o tema é bastante controverso, pois “a ideia de que uma máquina pode decidir qual é o alvo que ela vai atacar e vai destruir é sempre muito polêmica”. Além de solicitar a interrupção dessas pesquisas, os manifestantes pedem ainda a criação de um tratado internacional que proíba sistemas autônomos voltados para a indústria de guerra.

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