Inteligência artificial é parceira para desenvolvimento de atletas

Projeto da USP investe em inovação e pesquisas sobre inteligência artificial e pode alavancar estudos nas áreas do esporte

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No Ciência e Esporte desta semana, o professor Paulo Roberto Santiago fala da importância da inteligência artificial para os estudos do esporte. O professor conta que a USP está com um projeto que visa a  investir em pesquisas sobre inteligência artificial, e ressalta que, para ele, “o mais interessante é que esse tipo de inteligência vem contribuindo em diversos setores, e no esporte ela também tem se mostrado importante nos últimos anos”.   

Santiago lembra que no exterior a inteligência artificial já é muito utilizada, em especial na National Basketball Association (NBA). O professor conta que já é comum também em esportes como o futebol americano e o beisebol, principalmente para tomada de decisões. “No Brasil, estudos e aplicações sobre inteligência artificial ainda são algo muito recente. Então, a Universidade ter essa iniciativa é algo muito bem-vindo, principalmente se tiver trabalhos relacionados ao esporte.”

Mesmo o futebol sendo o esporte mais praticado no País, o professor acredita que serão poucos os recursos que direcionados para a modalidade. Para Santiago, “o vôlei deve receber boa parte desses investimentos que irão para a área do esporte, principalmente porque já existem programas que têm algo parecido, não são bem algoritmos de inteligência artificial para tomada de decisões, mas são semelhantes”.

O professor recorda que, no campus da USP de Ribeirão Preto, o Departamento de Computação e Matemática já trabalha com inteligência artificial. “O professor Renato Tinós, por exemplo, desenvolve métodos de investigação na área médica que aplica o uso da inteligência artificial. É provável que por gostar de esporte acabe desenvolvendo algum projeto.”

Ouça na íntegra a coluna Ciência e Esporte.

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