Incubadora da USP Leste fomenta o empreendedorismo

Sob a forma de incubadora-escola, ela traz diversos insumos para a formação de novos empreendedores

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O Momento USP Inovação desta semana, com a participação de Verônica Lopes, da Agência USP de Inovação (Auspin), apresenta a Incubadora Tecnológica e Social da USP Leste, a HABITS. Para isso, conversa com a professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP e integrante do comitê da incubadora, Jane Aparecida Marques.

Jane explica que a HABITS é uma “incubadora-escola” que busca se tornar um espaço para a disseminação do empreendedorismo, portanto as atividades não se resumem a receber novos negócios e incubá-los, mas promover a prática, não só na USP, mas com enfoque das atividades em toda a Zona Leste. Ela conta que são oferecidas diversas informações e atividades como insumo para que novos empreendedores possam ser inseridos nesse mundo novo. No momento, há dois programas sendo divulgados: o Laboratório Empreendedorismo Escola (LabEE), no qual pessoas que tenham alguma ideia e intenção de desenvolver essa ideia na forma de negócio fazem atividades práticas sobre como projetar e tirar sua ideia do papel; o outro é o WebDev, que ensina o desenvolvimento web através de conceitos básicos de programação, além de como as pessoas podem organizar os próprios negócios no ambiente virtual da internet.

Prédio da incubadora HABITS, única totalmente uspiana – Foto: Gabriel Almeida/EACH

A professora conta também que a HABITS é a primeira e única incubadora totalmente uspiana. O conselho diretivo é formado pelo pró-reitor de Pesquisa, pelo coordenador da Auspin e pela diretora da EACH, entre outros. E nesse modelo de gestão, do qual Jane faz parte, não há entidade gestora por trás, ou mesmo destinação de verba exclusiva para a incubadora.

Para que o negócio seja aceito, a pessoa que propõe a ideia não necessariamente tem que ter vínculo com a USP, mas um fator que é muito bem-vindo, conta a professora, é a existência de traços sociais no projeto apresentado. Hoje, são vários os projetos, tanto de alunos e ex-alunos da USP quanto de pessoas sem vínculos, e eles evoluem em velocidades diferentes. Jane explica que há um espaço de coworking na incubadora, em que ideias se fortalecem ou mesmo são criadas; e há também, no LabEE, a pré-incubação de ideias menos maduras e formadas que necessitam de apoio e informação para que se solidifiquem e se desenvolvam. O período em que os projetos são incubados é de um ano, com possibilidade de renovação, desde que haja progresso e que tenham participação ativa. Por fim, a professora explica que a sustentação da incubadora vem de uma mensalidade que ela acredita ser razoável, que é cobrada dos alunos. Para mais informações, pode-se acessar o site da HABITS.

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