Incor lança projeto que orienta empresas na retomada das atividades pós-pandemia

A Chancela InCor pretende levar as melhores práticas para as empresas, conscientizando para o fato de que ainda estamos diante de uma pandemia e que a prevenção continua sendo importante

Visando a participar ativamente da retomada segura de setores da economia no Brasil neste momento de pandemia, o Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas (HC) da USP lançou o projeto Chancela InCor: Retomada das Atividades Pós-Pandemia. O objetivo é orientar as empresas com protocolos, visitas técnicas, recomendações estruturais e treinamento com os funcionários. Quem explica melhor a ação é Sérgio Timerman, coordenador do projeto e diretor do Laboratório de Treinamento e Simulação em Emergências Cardiovasculares do InCor do HC da Faculdade de Medicina (FM) da USP, em entrevista ao Jornal da USP no Ar.

Em resumo, o projeto oferece atendimento personalizado para validar protocolos de reabertura. A partir disso, são avaliados itens e cenários que estejam ou não nas novas regras, seguindo estritamente as medidas de combate ao vírus que ainda permanece circulando entre nós, por isso, também é preciso um olhar para além do indivíduo. “A primeira parte que temos que trabalhar, pois sem isso não há projeto de retomada, é a empatia. Empatia e solidariedade para entender que nós temos que nos proteger para proteger o coletivo”, explica o doutor.

A Chancela InCor pretende levar as melhores práticas para as empresas, conscientizando para o fato de que ainda estamos diante de uma pandemia e também mostrando como devemos nos portar com boas práticas de prevenção. Com regras gerais e mais específicas por setor de atuação, práticas seguras como ambiente arejado, janelas e portas abertas, trocas e limpeza de ar-condicionado mais frequentes que são válidas para todos. Outra grande recomendação é para a higienização de tudo (cadeiras, mesas, pisos, entre outros), caso contrário, o material que não for possível limpar deve ser substituído, bloqueado ou encapado com algo higienizado.

Para além da simples medição da temperatura dos funcionários, Timerman diz que as empresas precisam estar atentas para a forma como o funcionário se porta fora do ambiente de trabalho. “Como ele se locomove da sua casa para o ambiente de trabalho?” e “como ele se porta pós-ambiente de trabalho?” são perguntas que podem ser feitas via questionário e que dependem de respostas sérias para que as empresas tomem as melhores atitudes. Ainda de acordo com o médico, outro ponto de atenção deve ser  para com as crianças, que possuem uma carga viral de transmissão maior, mesmo assintomáticas, com protocolos também sendo trabalhados nas escolas.

“Queremos criar um ambiente para que a pessoa se sinta segura como se ela estivesse em sua residência”, destaca Sérgio Timerman. Ele revela que a chancela já está sendo utilizada por restaurantes, duas grandes redes hoteleiras, teatros e escolas privadas. “[Também] queremos criar uma conscientização e sensibilização da população que vai estar no restaurante, hotel ou escola, de que ela precisa mudar seus hábitos e precisa colaborar para que não tenhamos o cenário dos últimos meses.”

Ouça a entrevista completa no player acima.


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