Ig Nobel premia pesquisas que fazem rir e depois pensar

Iniciativa surgiu por causa do desaparecimento de revistas dedicadas a um tratamento humorístico da ciência

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A 28ª “Primeira” Cerimônia Anual de Entrega dos Prêmios Ig Nobel, realizada no último dia 13 de setembro na Universidade de Harvard (Estados Unidos), é o assunto da coluna do físico Paulo Nussenzveig. “Trata-se de uma paródia bem-humorada dos Prêmios Nobel, com maior número de categorias em que o prêmio é dado. A ideia é celebrar pesquisas que primeiro fazem as pessoas rir e, depois, as fazem pensar”, comenta.

O prêmio foi criado em 1991, por Marc Abrahams e colegas, quando criaram também a revista Anais de Pesquisas Improváveis (Annals of Improbable Research, em inglês). “Segundo Abrahams contou em artigo publicado no Jornal inglês The Guardian, em 2004, a iniciativa surgiu por causa do desaparecimento de revistas dedicadas a um tratamento humorístico da ciência. O sucesso veio rapidamente”, ressalta o físico.

Nussenzveig aponta que, anualmente, são conferidos dez Prêmios Ig Nobel, em categorias que mudam, e as mais frequentes são física, química, medicina, biologia, economia. “A escolha é feita por um comitê que é integrado por cientistas (laureados com o Prêmio Nobel e laureados com o Ig Nobel, entre outros), jornalistas científicos, atletas, figuras públicas e outros indivíduos mais ou menos eminentes”, afirma. “Por tradição, no último dia de deliberações, algum transeunte aleatório é chamado para contribuir com sua opinião. A entrega é feita em cerimônia num teatro da Universidade de Harvard, com capacidade para 1.100 pessoas, sempre lotado.”

Ouça mais no áudio acima.

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