Hospital das Clínicas controla Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde

Apesar das dificuldades de um hospital público, Hospital da Clínicas tem taxas próximas a hospitais americanos

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Instituto Central do Hospital das Clínicas de São Paulo – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Um vídeo que concorre ao Prêmio Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) foi criado pelo Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP, para tratar do controle das infecções hospitalares. Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (Iras) são definidas como infecções adquiridas durante o processo de cuidado em um hospital ou outra unidade prestadora de assistência à saúde, que não estavam presentes ou em incubação na admissão do paciente. Com um protocolo de medidas de higiene hospitalar foi possível uma redução significativa dessas infecções. O Jornal da USP no Ar conversou com a doutora Silvia Figueiredo Costa, do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias do HC, sobre o processo contínuo que o hospital vem tomando para reduzir as Iras.

Há uma diretriz da Anvisa, assim como da Organização Mundia da Saúde (OMS), de tolerância zero às Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde, aponta a doutora Silvia. No entanto, ela ressalva que é impossível não haver infecção, sobretudo no caso de pacientes altamente debilitados, como os que realizaram transplante de medula óssea. O problema de infecção é maior em hospitais com estrutura de área física inapropriada e clínicas de tratamento externo, como as de hemodiálise ou quimioterapia. Essa problemática afeta o mundo inteiro, expõe a doutora Silvia.

O HC iniciou, desde 2012, um esforço contínuo para a redução das taxas de Iras, passando de 12% para menos de 1%, na unidade de transplante de médula óssea. “Conseguimos em um hospital público, com todas as dificuldades que enfrentamos, taxas, atualmente, comparadas às dos melhores hospitais americanos e europeus”, comenta a doutora Silvia.

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