Horário eleitoral deve rearranjar peças do jogo político

Para Singer, será interessante observar como os candidatos de oposição a Lula irão se comportar

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Tem início nesta sexta-feira (31) a campanha eleitoral no rádio e na TV. Para o cientista político André Singer, é quando se entra na etapa decisiva da disputa. Ele observa que o horário eleitoral reserva um aspecto dos mais interessantes: acompanhar como vão se comportar os candidatos que se opõem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o qual, segundo recente pesquisa do Datafolha, cresceu de 30% para 39% nas pesquisas de intenção de voto, como o próprio colunista, aliás, já comentou em sua coluna da semana passada.

“Isso significa que o campo daqueles que se opõem ao ex-presidente Lula provavelmente vai ter que se rearranjar, pensando no segundo turno.” Sem Lula na disputa – como tudo indica que irá acontecer -, Singer acredita que três candidatos têm chances de disputar com o ex-presidente ou com quem ele indicar no segundo turno: Jair Bolsonaro, Marina Silva e Geraldo Alckmin. “O horário eleitoral vai ser feito por esses candidatos de modo a mexer com o pensamento dos eleitores, não só com relação ao primeiro turno, mas também com as chances que cada um desses candidatos teria de derrotar um candidato indicado pelo ex-presidente Lula no segundo turno”, observa o colunista.

Singer também faz outras considerações, considerando o campo político mais próximo ao ex-presidente. E lembra que o TSE ainda deve se pronunciar a respeito da participação de Lula no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV. Acompanhe a íntegra da coluna pelo link acima.

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