“Anatomia Responde”: Hemorragia da artéria meníngea média é causa de hematoma epidural

Esse hematoma causa compressão sobre o tecido nervoso, aumentando a pressão intracraniana e podendo levar a lesões importantes

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Na primeira edição do Anatomia Responde desta semana, o professor Luis Fernando Tirapelli, ainda abordando o segmento cabeça, fala sobre a relação do ptério e a passagem interna do tronco principal da artéria meníngea média.

O ptério é um dos diversos pontos craniométricos, ou seja, de mensuração do crânio. Esse ponto está localizado na região lateral do crânio e é assim denominado por representar a junção de quatro ossos. Clinicamente, o ptério é uma área importante visto que se sobrepõe externamente à divisão da artéria meníngea média.

Por ser uma área do crânio revestida pelo músculo temporal, um músculo da mastigação de forma triangular, trata-se de uma região naturalmente mais fina e suscetível a traumatismos e ao rompimento ou à hemorragia da artéria e da veia meníngea média.

A artéria meníngea média é a principal artéria que irriga a dura-máter craniana, uma das três meninges, ou seja, membranas de tecido conjuntivo que revestem o nosso encéfalo. Portanto, a hemorragia da artéria meníngea média causa o hematoma epidural, com descolamento da dura-máter craniana do estojo ósseo interno e acúmulo de sangue entre a parte interna do crânio e a dura-máter.

Segundo Tirapelli, entre essas duas estruturas naturalmente não existe espaço. “Esse hematoma causa, dessa forma, uma compressão sobre o tecido nervoso, aumentando a pressão intracraniana e podendo causar lesões importantes se não for drenado de forma rápida.” O boletim Anatomia Responde é produzido pelo professor Luis Fernando Tirapelli da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e pode ser conferido na íntegra no áudio acima.

 

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