HC tem meta, até 2020, de chegar a 3 mil transplantes

Luiz D’Albuquerque afirma que, sem doação, não existe transplante, por isso é tão importante falar com familiares

 09/10/2019 - Publicado há 2 anos  Atualizado: 26/11/2019 as 10:31

 

O Centro de Transplante do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP é pioneiro na América Latina. O primeiro transplante de fígado, realizado em 1968, completou 50 anos. Em 2020, espera-se atingir a marca de 3 mil transplantes ao somar números do Instituto da Criança (ICr) e do Instituto Central (ICHC), ambos do HC. A previsão é do professor Luiz Augusto Carneiro D’Albuquerque, diretor do Serviço de Transplantes de Fígado e Órgãos do Aparelho Digestivo do HC, que conversa com o Jornal da USP no Ar na série especial sobre a contribuição da Medicina USP para a sociedade.

O complexo HC tem resultados similares a países do primeiro mundo, mas a doação é básica para que ocorra transplantes. O profissional entende que, no momento de perda, é muito difícil decidir se vamos ou não doar o órgão. Por isso, recomenda que a conversa com os familiares para manifestar a vontade de doar órgãos seja feita com antecedência. De acordo com o professor, a maior demanda no Brasil é por rim e, em segundo lugar, pelo fígado. Novas medidas de suporte ao paciente, além de imunossupressores que controlam a rejeição, dão ao paciente transplantado uma sobrevida que chega a 90%.

O Hospital das Clínicas é o primeiro hospital público do Brasil a fazer cirurgia robótica. Hoje o procedimento está sendo incorporado à rotina do aparelho digestivo, como pescoço, tórax, barriga e abdômen.  “A gente pode fazer por via robótica com pequenas incisões e com o mesmo efeito terapêutico, facilitando muito a recuperação do doente. São as cirurgias minimamente invasivas”, explica D’Albuquerque. Outra novidade é a criação de um centro de treinamento em cirurgia minimamente invasiva dentro do HC.

Ouça a entrevista na íntegra no player acima.


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