HC é referência na realização do teste da orelhinha feito em recém-nascidos

Cláudia Furquim de Andrade explica que o teste é muito importante porque, caso seja detectada uma perda auditiva, existem os procedimentos para que a criança seja encaminhada para uma cirurgia de implante coclear

jorusp

O Ministério da Saúde, através da Coordenação Geral de Saúde da Pessoa com Deficiência, contemplou o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP) pela efetiva aplicação do teste de Triagem Auditiva Neonatal Universal (Tanu), o teste da orelhinha, realizado por fonoaudiólogos nos bebês recém-nascidos e atendidos no complexo. Tão importante quanto outros testes em recém-nascidos, como o do pezinho, o teste da orelhinha também é obrigatório por lei. 

“Nós ficamos surpresos quando recebemos esse reconhecimento do Ministério da Saúde pela qualidade do atendimento à criança através desse teste”, conta Cláudia Regina Furquim de Andrade, professora titular da disciplina de Fonoaudiologia da FMUSP, ao Jornal da USP no Ar. Ela explica que, no complexo hospitalar, há uma característica diferente, já que os bebês da maternidade são, muitas vezes, submetidos a complexas cirurgias assim que nascem. 

A professora destaca que os recursos de investimento para a aquisição de equipamentos e materiais permanentes relativos ao teste foram disponibilizados pelo Ministério da Saúde em razão do alto porcentual de triagem realizada no complexo. “Foi um prêmio não só da Fonoaudiologia, mas de uma equipe, de todo o grupo de profissionais envolvidos com esses bebês”, aponta.

Sobre o teste, Cláudia explica que é muito importante porque, por meio dele, é possível haver uma intervenção precoce. “Caso seja detectada uma perda auditiva, existem os procedimentos para que a criança seja encaminhada para uma cirurgia de implante coclear, para a colocação de um aparelho auditivo”, explica ela. “A gente tenta fazer com que essa perda auditiva, que é irreversível, torne-se menos prejudicial para o desenvolvimento global da criança.”

Ela destaca, por fim, a importância de uma equipe multiprofissional, com uma integração da equipe para potencializar o desenvolvimento das crianças, principalmente em casos mais complexos. “O acompanhamento tem de ser físico e emocional, a fim de que o desenvolvimento da criança seja global. É preciso ter uma visão completa do ser humano, neste caso o bebê, mas que deve acompanhar o sistema de saúde até chegar no idoso.” 

Ouça a íntegra da entrevista no player.


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