Gravidade zero traz mudanças na estrutura do cérebro

Atrofia em regiões cerebrais, aumento de líquidos, redução da substância cinzenta e branca do cérebro foram mudanças encontradas no cérebro de cosmonautas

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Neste semana, o professor Octávio Pontes Neto comenta sobre as mudanças que a gravidade zero pode trazer ao cérebro. O professor conta que foram realizados exames em 10 cosmonautas que passaram 189 dias, em média, em uma estação espacial. Segundo Pontes Neto, foram realizados exames em três momentos: antes da viagem, logo após a chegada e 209 dias depois. Os resultados mostraram diversas mudanças no cérebro dos cosmonautas.   

Segundo Pontes Neto, os resultados mostraram que a exposição à gravidade zero a longo prazo levou a mudanças na estrutura cerebral, atrofia em regiões cerebrais, aumento de líquidos, redução da substância cinzenta e branca do cérebro. “Esses achados foram reduzidos no terceiro exame, entretanto, persistiu o aumento residual dos líquidos, o que indica que, apesar da reversão, existem alterações que permanecem”.

Pontes Neto ainda explica que não é possível prever as consequências dessas mudanças no cérebro, já que o lóbulos cerebrais mais envolvidos foram os frontais, responsáveis pela memória e visão.

Ouça acima, na íntegra, o comentário do professor Octávio Pontes Neto.

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