Gonorreia pode ser intratável devido à resistência bacteriana

De acordo com especialista, a bactéria causadora da doença já apresenta resistência aos antibióticos

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A gonorreia, que até pouco tempo era de tratamento simples, pode se tornar intratável no futuro. Nessa reportagem da série sobre infecções sexualmente transmissíveis, a professora e médica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina (HC-FM) da USP, Ana Catharina de Seixas, trata da possibilidade de tratamento e da importância da prevenção contra a infecção.

Segundo ela, a bactéria causadora da gonorreia, o gonococo, já apresenta níveis consideráveis de resistência aos antibióticos comumente utilizados no tratamento, exigindo uso de antibióticos mais caros.

A especialista explica que uma das principais causas do aumento da infecção está na falta de proteção. Ela também relembra fatores geralmente esquecidos, como a possibilidade da infecção pelo sexo oral. A gonorreia afeta ambos os sexos e idades, mas a professora destaca as populações femininas, homens homossexuais e idosos. Além disso, há possibilidade de transmissão de mãe para filho.

Quanto ao diagnóstico, Seixas destaca a dificuldade devido ao caráter assintomático em mulheres e a inexistência de um exame sorológico (pelo sangue) para detecção da doença.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

 

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