Ganho de tempo é a grande vantagem do álcool em gel nos hospitais

O produto é bem mais prático, em relação à lavagem das mãos com água e sabão, e o ganho de tempo facilitou a vida dos profissionais de saúde

O uso do álcool em gel em hospitais é uma vitória, afirma nesta entrevista  a professora Anna Sara Levin, do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. O álcool em gel significou um passo adiante no processo de higienização das mãos em um ambiente que precisa ser o mais asséptico possível, com o intuito de prevenir infecções. Além da praticidade, há um importante ganho de tempo em relação à lavagem das mãos com água e sabão.

Anna observa que uma pessoa na UTI precisa ser tocada cerca de 120 vezes ao dia. Se toda vez que isso acontecer o profissional de saúde precisar perder dois ou três minutos lavando as mãos, o trabalho se torna bastante difícil. É aí que, por ser bem mais prático, o álcool em gel sai na frente, embora se deva frisar que as mãos não ficam totalmente estéreis, ainda que boa parte das bactérias seja eliminada no processo. “Quando você usa o álcool em gel, ou mesmo quando você lava as mãos, a mão não fica estéril, mas derruba de maneira importante o número de bactérias que têm ali”, diz a professora.Principalmente por causa disso, ou seja, pela capacidade de baixar as taxas de infecção nos hospitais, é muito grande hoje a adesão ao álcool em gel no ambiente hospitalar.

É claro que existem bactérias resistentes ao álcool. Em unidades onde são detectadas, o objetivo é utilizar outros procedimentos de limpeza. O reverso da moeda sãos aqueles micro-organismos que são importantes para a nossa saúde. A respeito disso, Anna também comenta sobre a importância da convivência, no dia a dia, com os micro-organismos que mantêm o equilíbrio interno do nosso corpo.

Acompanhe pelo link acima a íntegra da entrevista.

 

 

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