Filas em hospitais públicos têm causas complexas

Demora no atendimento em prontos-socorros só melhora com integração eficaz da rede de saúde

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É comum nos serviços de emergências de hospitais a utilização de técnicas de gestões empresariais e industriais para organizar o fluxo de pacientes. Recentemente, o Ministério da Saúde anunciou a adoção do sistema Lean em seis hospitais do País. O método japonês, criado na fábrica de carros da Toyota, visa a identificar e a reduzir os desperdícios. Na área de saúde, a meta do SUS é administrar a superlotação.

Professora do Departamento de Política, Gestão e Saúde da USP, Marilia Louvison se diz “preocupada com modismos” e ressalta que “essas iniciativas já existem no sistema de saúde”.

“É fundamental que os serviços de saúde, em particular os hospitalares, organizem suas portas de entrada para minimizar o ônus de ser um serviço de porta aberta com uma certa imprevisibilidade da demanda”, reconhece.

Porém, o mais importante, segundo a especialista, é integrar efetivamente os diversos níveis de atendimento à população para amenizar as filas. Além, é claro, de suprir as deficiências. “Se não há fluxo de resposta, eu posso organizar uma fila da melhor maneira possível. Se ela não anda, não resolve.”

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