Fatores físicos e sociais são afetados em crianças ultramaratonistas

Alto tempo de treinamento pode ser um dos fatores que afetam jovens atletas, diz especialista

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Na coluna Ciência e Esporte desta semana, o professor Paulo Roberto Santiago fala sobre crianças que participam de ultramaratonas. Para o professor, o tema é polêmico, e ele lembra que as ultramaratonas são consideradas todos os tipos de corrida maiores do que uma maratona oficial, ou seja, ultrapassam 42 mil e 195 metros de distância.

Santiago diz que esse tema entrou em discussão no início deste mês de setembro, após uma publicação feita pela Associação do Colégio Americano de Medicina Esportiva. “O número de adeptos em ultramaratonas quadruplicou na última década e, mesmo sem um número exato, é evidente que o volume de crianças nesta modalidade também aumentou.”  

O professor ressalta o fato de que existe um extenso banco de dados sobre performances em ultramaratonas do mundo o todo,  que engloba o período de 1960 a 2017. Nesse banco, em 7,7 mil eventos, aparecem crianças e adolescentes com idade inferior a 19 anos. “Neste mesmo banco, há uma área de informação em que constam dados de jovens com menos de 18 anos que conseguiram terminar os 100 quilômetros em ultramaratonas.”

Segundo Santiago, o tema ainda é recente e, por conta disso, não há indícios que possam afirmam se a participação das crianças em eventos desse porte é benéfica ou maléfica. Os riscos já apresentados, diz Santiago, são biomecânicos, fraturas por estresse ósseo, lesões nas articulações e problemas psicológicos e sociais. “Para participar de uma ultramaratona é necessário um tempo grande de treino e, querendo ou não, isso pode afetar o bem estar da criança.”

Ouça acima a coluna Ciência e Esporte na íntegra.

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