Falta de informação sobre a hanseníase dificulta diagnóstico

Evento organizado pelo Centro de Saúde Escola Geraldo de Paula Souza busca auxiliar na identificação da doença

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Janeiro é o Mês Nacional de Combate à Hanseníase, doença que provoca manchas na pele com perda de sensibilidade, anteriormente chamada de lepra. Para marcar a data, o Centro de Saúde Escola Geraldo de Paula Souza, que é referência no diagnóstico e tratamento da doença, realizará uma palestra para esclarecer a população e os profissionais sobre o tema. A doença é altamente incapacitante quando não diagnosticada precocemente. Para entender mais sobre o tema, o Jornal da USP no Ar conversou com o professor doutor Cyro Festa Neto, da Faculdade de Medicina da USP e dermatologista do Centro de Saúde Escola Geraldo de Paula Souza.

O Brasil se mantém em segundo lugar mundial no número de casos novos de hanseníase diagnosticados anualmente, sendo superado apenas pela Índia. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2017, 150 países contabilizaram 210.671 novos casos da doença. No Brasil, no mesmo ano, foram detectados 26.875 casos novos. O especialista explica que a doença já tem tratamento eficaz através de antibióticos e, se for detectada precocemente, possui cura. Apesar da acessibilidade ao tratamento, que é ofertado pelo Sistema Único de Saúde, a falta de informação sobre a hanseníase dificulta seu diagnóstico. As pessoas infectadas ainda sofrem com a estigmatização, apesar de a transmissibilidade da hanseníase depender da forma da doença e tempo de contato.

Para informar a população e profissionais da medicina, o Centro de Saúde Escola Geraldo de Paula Souza realizará uma palestra com o objetivo de auxiliar na identificação da hanseníase e inseri-la no pensamento dos médicos, pois muitas pessoas acreditam que a doença já foi extinta. O evento, gratuito e aberto ao público, acontecerá a partir das 14h, na Faculdade de Saúde Pública, localizada na Avenida Doutor Arnaldo, nº 715, na sala Paula Souza.

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