Exposição na fachada de edifícios ocupados discute direito à moradia

Monica Zarattini faz releitura da Guerra de Canudos e das tecnologias de imagem à luz dos conflitos contemporâneos

O projeto Plano, Seco e Pontiagudo, da fotógrafa Monica Zarattini, é o destaque da coluna desta semana de Giselle Beiguelman, artista e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. “O trabalho inclui um livro, feito a partir das imagens de duas viagens ao sertão da Bahia, onde ocorreu a Guerra de Canudos, além de uma exposição, com fotos de dois a sete metros, na fachada de vários prédios ocupados no centro de São Paulo. Poderá ser vista a partir da próxima segunda-feira, dia 18 ”, explica. “Haverá também uma mostra que será inaugurada dia 23, na festa junina da Ocupação 9 de julho.”
Giselle comenta que o trabalho de Monica Zarattini – doutoranda do programa Interunidades em Estética e História da Arte da Universidade de São Paulo – traz reflexões sobre o Brasil contemporâneo e sua história e mostra também as transformações das tecnologias fotográficas. O projeto combina fotos analógicas em preto e branco de 1989, coloridas e em meio digital, feitas em 2016, e fotos de paisagem feitas com filmes infravermelho vencidos. “O resultado é uma superposição de temporalidades que nos insere em uma trama de permanências e transformações, atravessando não só a paisagem, mas a vida e o cotidiano nos últimos 30 anos no Brasil”, diz Giselle Beiguelman.

Ouça a íntegra da coluna clicando no player acima. Informações mais detalhadas sobre os temas tratados em: www.desvirtual.com

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