Explosão populacional prevista em 1968 não aconteceu

Mesmo assim, ainda não há uma opinião unânime sobre o fenômeno, que foi alertado há 50 anos

Dando continuidade ao tema Cinquentenário do Ano de 1968, que o professor José Eli da Veiga considera um marco para a sustentabilidade, o colunista fala sobre a questão da explosão populacional.

O professor lembra que, naquele ano (1968), foi lançado o livro Population Bomb (Bomba Populacional), do professor Paul R. Ehrlich, da Stanford University (EUA), que fez uma previsão catastrófica. De acordo com o autor, o mundo tinha pessoas demais e milhões morreriam de fome se não houvesse um controle do aumento populacional.

Em sua análise na coluna “Sustentáculos”, José Eli lembra que a “explosão populacional” prevista pelo professor não aconteceu. Um dos fatores que ele destaca é o papel da mulher em relação à taxa de natalidade. “Todas as vezes que as mulheres têm acesso à educação, a taxa de natalidade cai imediatamente”, observa o colunista.

Mesmo assim, José Eli da Veiga destaca que ainda não há uma opinião unânime, no meio científico, em relação à possibilidade de superpopulação. “Trata-se de uma ideia muito forte entre os que atuam na área das biociências.” Segundo o professor, ainda há os que consideram que o alerta sobre a “bomba populacional” deve ser mantido.

Ouça a coluna na íntegra.

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