Excesso de suplementos vitamínicos não tem benefício comprovado

Apenas três, de 277 ensaios clínicos, apresentaram resultados válidos no combate a doenças e ao envelhecimento

Nesta edição da coluna Minuto do Cérebro, o professor Octávio Pontes Neto fala sobre a falta de comprovação de que o uso indiscriminado de suplementos vitamínicos tem efeitos benéficos.

O professor conta que “muitas pessoas usam diariamente os suplementos vitamínicos na esperança de que eles possam retardar o envelhecimento ou torná-las menos suscetíveis a doenças cardiovasculares e neurodegenerativas”. No entanto, não existem fundamentações científicas fortes que comprovem tais benefícios.

Pontes Neto comenta sobre um estudo realizado por pesquisadores americanos em que “revisaram mais de 277 ensaios clínicos de suplementação nutricional ou multivitamínica para prevenção de doenças. Durante todo o processo de pesquisa, apenas três intervenções obtiveram resultados comprovados”, que foram a redução de doenças cardiovasculares relacionada ao sal e a suplementação com ômega 3 e ácido fólico na redução de doenças neurológicas.

Dessa forma, o professor explica que “não há uma justificativa científica para o uso indiscriminado de suplementos em pacientes saudáveis que não tenham restrições alimentares nem déficits de absorção de vitaminas no intestino”, e conclui ressaltando que para o uso de qualquer medicamento é necessário um acompanhamento médico.

Ouça acima, na íntegra, a coluna Minuto do Cérebro.


O minuto do Cérebro
A coluna O minuto do Cérebro, com o professor Octávio Pontes Neto, vai ao ar toda terça-feira às 9h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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