Evento discute promessa de paz no Oriente Médio

Para especialista, Acordos de Oslo, firmados em 1993, falharam em questões fundamentais

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Em 13 de setembro de 1993, o mundo assistiu a um aperto de mão que entraria para a história: o presidente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat, e Isaac Rabin, primeiro ministro de Israel, assinaram um conjunto de acordos que seriam conhecidos como “Acordos de Oslo”. Depois de 25 anos, a promessa de paz foi cumprida? Oslo aos 25, conferência internacional, faz o balanço do quarto de século da assinatura. Após a assinatura do documento, a esperança era a de que os Acordos colocariam fim ao conflito Israel-Palestina. As expectativas, no entanto, não foram atendidas.

Foto: Visual hunt / CC BY

A professora Arlene Clemesha, de História Árabe do Departamento de Letras Orientais da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, explica que a promessa de paz não foi cumprida, e que a conferência Oslo aos 25 tem como objetivo analisar o processo histórico desse acordo – as tensões surgidas; a inevitabilidade do ocorrido; falhas no acordo; e problemas histórico-regionais. Ela diz ainda que a atuação da comunidade internacional, inclusive do Brasil, que está em processo de escolha de seu novo presidente, é muito importante e será discutida. A conferência busca estudar uma saída para o Oriente Médio, que vive historicamente uma crise, dando espaço a seus atores atuais que podem falar com mais propriedade, como diplomatas, acadêmicos, ativistas e autores.

Sobre essa questão de cooperação internacional, Arlene conta que um dos convidados terá uma fala sobre a chamada Grande Proposta do Século, feita pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao Oriente Médio, que estabeleceria Jerusalém como capital israelense e um subúrbio da cidade como capital palestina. A professora afirma que, assim como os EUA, não há mediadores isentos no caso, e que o problema foi iniciado pela Organização das Nações Unidas (ONU), quando propôs a divisão do território entre Estado da Palestina e de Israel, em 1947. Por fim, a historiadora conta que os Acordos de Oslo ignoraram questões fundamentais para que se obtivesse a paz.

O evento ocorre nos dias 22 e 23 de outubro, das 14h às 20h, no Auditório Nicolau Sevcenko do prédio de História e Geografia da FFLCH. Ele trará o lançamento do livro O Brasil e o Oriente Médio: o Poder da Sociedade Civil, de Alvaro Vasconcelos, Arlene Clemesha e Feliciano Guimarães, e a exibição de arte Pop Art Exodus, organizada pela Galeria P21, de Londres. O evento é gratuito, sendo necessária apenas inscrição que deve ser feita on-line.

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