EUA não precisam do Estado Islâmico para matar americanos

Os próprios cidadãos americanos têm se encarregado disso, como ocorreu muito recentemente em bar da Califórnia

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“Não precisamos do Estado Islâmico aqui, com tantos americanos matando outros americanos.” Assim a professora Marília Fiorillo – citando um comentarista da rede CNN – começa sua coluna desta semana, que remete ao mais recente episódio envolvendo um atirador em massa nos Estados Unidos. Um ex-fuzileiro naval de 28 anos, portando uma arma semiautomática comprada legalmente, invadiu um bar na Califórnia e abriu fogo contra os estudantes que lotavam o local, matando 12 pessoas. Para a colunista, é irrelevante se o assassino sofria ou não de problemas mentais. “O problema, claro, é a liberalidade norte-americana com o porte de armas e o poder do lobby da Associação Nacional de Rifles.”

Esse tipo de incidente tem sido recorrente em um país que está no topo da lista daqueles que têm mais armas de fogo por civil. Apenas nos últimos 15 dias, sem contar o massacre da Califórnia, 13 pessoas morreram em episódios semelhantes ocorridos em Pittsburgh e na Flórida – sempre por armas de fogo compradas legalmente. Não faltam explicações dos especialistas para um fenômeno que começa a virar epidemia. Quaisquer que sejam elas, no entanto, “uma rápida e urgente terapia é tirar as armas das mãos das pessoas. Tolerância zero para a licença para matar”, conclui a professora Marília.

Ouça no link acima a íntegra da coluna Conflito e Diálogo.

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