Estudo sobre trombectomia mecânica ganha repercussão mundial

Resultados inéditos já haviam sido adiantados pela coluna “Minuto do Cérebro” em junho deste ano

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Semana passada, o estudo do médico brasileiro Raul Nogueira, professor da Emory University, em Atlanta, nos Estados Unidos, ganhou repercussão mundial ao ser publicado na New England Journal of Medicine (NEJM). Mas essa novidade já foi tema do “Minuto do Cérebro”, em junho, quando o professor Octávio Pontes Neto participou do Congresso Europeu de AVC, onde o trabalho foi apresentado.

Nogueira apresentou resultados de ensaio clínico denominado Dawn, que dividiu em dois grupos 206 pacientes com AVC. O tratamento para essas pessoas teve início antes do início dos sintomas. Elas apresentavam uma oclusão de uma grande artéria do cérebro e um AVC ainda pequeno nos exames de neuroimagem.  “Um grupo recebeu tratamento clínico padrão e o outro grupo recebeu a trombectomia mecânica em até 24 horas do início dos sintomas.”

O ensaio clínico mostrou que, após três meses do AVC, 48,6% do grupo tratado com trombectomia mecânica estava funcionalmente independente, comparado a somente 13,1% do grupo tratado com tratamento clínico padrão. Isto corresponde a um aumento relativo de 73% na chance de boa evolução com o tratamento endovascular, se comparado ao tratamento padrão que vinha sendo feito até hoje em todo o mundo.

O professor Pontes Neto lembra que a trombectomia mecânica não pode ser realizada em qualquer paciente com AVC. “Este tratamento é essencialmente para em torno de 15% dos pacientes com AVC que apresentam oclusão de um grande vaso do cérebro e que têm bom fluxo sanguíneo colateral.” Apesar de aprovado pela Anvisa para ser utilizado no Brasil, ainda não é reembolsado adequadamente pelo Sistema Único de Saúde. “O Ministério da Saúde está patrocinando o Resilient, estudo nacional que está sendo feito para comprovar a exequibilidade e o custo-efetividade da trombectomia mecânica no Brasil.” Ouça na íntegra a coluna do professor Octávio Pontes Neto.

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