Estudo revela nova perspectiva para tratamento de Alzheimer

Anticorpo monoclonal reduziu a deposição de beta-amiloide no cérebro, impedindo declínio cognitivo dos pacientes

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Nesta semana, o professor Octávio Pontes Neto fala sobre Alzheimer, quando o cérebro do paciente apresenta perda progressiva das células nervosas e também acúmulos de placas, os peptídeos chamados de beta amiloides, que se depositam em torno dos neurônios e levam à neurotoxicidade.

Segundo Pontes Neto, ainda não existe tratamento específico que barre a progressão do Alzheimer, “os remédios disponíveis servem somente para tratar os sintomas cognitivos e neuropsiquiátricos.”

O professor diz que recentemente foi publicado resultado animador de um estudo que “randomizou 856 pacientes com doença de Alzheimer precoce, para tratamento com doses diferentes de anticorpos monoclonais que se ligam aos beta-amiloides e reduzem a deposição dessa proteína no cérebro”.

O resultado do estudo, apresentado na  Alzheimer’s Association International Conference (AAIC), realizada em julho deste ano, concluiu que, com doses progressivas de anticorpo monoclonal, foi possível reduzir a deposição de beta-amiloide no cérebro e impedir o declínio cognitivo dos pacientes com doença de Alzheimer. E não foi observado nenhum efeito colateral nos pacientes.

Ouça acima, na íntegra, a coluna Minuto do Cérebro.

 

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