Estudo avalia habilidades socioemocionais em alunos de Ribeirão Preto

Pesquisa e importância dessas competências são tema do USP Analisa desta semana

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Até 2020, todas as escolas deverão incluir em seus currículos o desenvolvimento de habilidades socioemocionais nos estudantes. A orientação foi prevista na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e atende a necessidades não apenas do contexto educacional, mas do próprio mercado de trabalho, que já realiza contratações com base nessas competências. Para debater a importância do desenvolvimento dessas habilidades e também marcar o início de sua segunda temporada de programas em 2019, o USP Analisa entrevista os professores da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP, Luiz Guilherme Scorzafave e Daniel dos Santos.

Segundo eles, as habilidades socioemocionais estão relacionadas a características que envolvem o manejo das emoções e o desenvolvimento social dos indivíduos. “Durante muito tempo, a educação ficou vinculada ao aprendizado de conteúdos que a gente chama de cognitivos, com uma lógica de preparação para o mercado de trabalho. Como se a escola tivesse como obrigação ensinar a fazer coisas e essas coisas fossem valorizadas no mercado de trabalho, e por causa disso justificasse o investimento na educação. O mundo evoluiu e hoje a gente sabe que muitas outras competências, muitas outras características humanas são preditoras importantes desses desfechos de bem-estar, não só no mercado de trabalho, mas também na saúde, na estabilidade familiar, no envolvimento com violência ou no não-envolvimento com violência”, afirma Santos.  

Os professores, que também fazem parte do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Economia Social, iniciam neste mês uma pesquisa com estudantes de 3º e 4º anos do ensino fundamental de 150 escolas públicas e particulares de Ribeirão Preto para analisar como essas habilidades afetam a alfabetização e o desenvolvimento socioemocional no contexto escolar. 

“Ela vai ser feita inclusive com aplicação em tablets, porque é um meio em que as crianças ficam mais interessadas, já que para a grande maioria delas não é rotina trabalhar na escola com tablets. A gente vai também trabalhar um módulo com os professores para saber um pouquinho da opinião deles sobre a BNCC, o quanto eles conhecem. O professor é um ator fundamental dentro do contexto escolar e não adianta você ter uma excelente base nacional, tudo muito bem pensado, se na hora em que chegar na ponta esse profissional não tiver as ferramentas e nem o conhecimento sobre o assunto para trabalhar da melhor maneira possível”, explica Scorzafave. 

O USP Analisa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) e da Rádio USP Ribeirão Preto.

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