Especialistas comentam implicações do adiamento de eleições

Os professores Glauco Peres e Carlos Bastide falam sobre o novo cenário político desenhado pelas mudanças no calendário eleitoral

 02/07/2020 - Publicado há 1 ano
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Quando ocorrem, as eleições são sempre um dos eventos mais esperados do ano. Mas como organizar um evento desse tipo sem comprometer ações sanitárias envolvendo a pandemia enfrentada ao redor do mundo? Foi pensando nisso que a PEC 18/2020 foi criada e recentemente aprovada tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados.

Essa proposta de emenda alterou a data inicial da votação, que seria em 4 e 25 de outubro, para 15 e 29 de novembro. O Brasil foi apenas mais um país que precisou adiar suas eleições, dentre os quase 70 que decidiram pela mesma coisa até o momento, segundo a ONG Idea. “O adiamento de eleições muda um pouco a previsibilidade das discussões e estende mais as negociações”, comenta Glauco Peres, professor do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP) ao citar o momento pré-eleitoral, os acordos políticos e a campanha.

Peres explica que quanto mais as eleições são previsíveis melhor é para a sociedade, e que, diante do contexto que estamos vivendo, é uma troca natural. Não só pensando na sociedade, mas também ouvindo especialistas de áreas da saúde, Carlos Bastide, ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e professor do Departamento de Direito do Estado da Faculdade de Direito da USP, comenta que há toda uma discussão política em torno do assunto e dessa discussão política participaram vários personagens importantes da vida nacional, entre eles, os partidos políticos, a sociedade civil e especialistas da saúde.

O ministro ainda esclarece que, por ter tido essa participação massiva de diferentes agentes, quando a matéria desta PEC chegou ao Senado ela estava madura o suficiente para ser considerada e votada, pois já havia um consenso entre as áreas que analisaram a questão.

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