Especialistas comentam implicações do adiamento de eleições

Os professores Glauco Peres e Carlos Bastide falam sobre o novo cenário político desenhado pelas mudanças no calendário eleitoral

Quando ocorrem, as eleições são sempre um dos eventos mais esperados do ano. Mas como organizar um evento desse tipo sem comprometer ações sanitárias envolvendo a pandemia enfrentada ao redor do mundo? Foi pensando nisso que a PEC 18/2020 foi criada e recentemente aprovada tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados.

Essa proposta de emenda alterou a data inicial da votação, que seria em 4 e 25 de outubro, para 15 e 29 de novembro. O Brasil foi apenas mais um país que precisou adiar suas eleições, dentre os quase 70 que decidiram pela mesma coisa até o momento, segundo a ONG Idea. “O adiamento de eleições muda um pouco a previsibilidade das discussões e estende mais as negociações”, comenta Glauco Peres, professor do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP) ao citar o momento pré-eleitoral, os acordos políticos e a campanha.

Peres explica que quanto mais as eleições são previsíveis melhor é para a sociedade, e que, diante do contexto que estamos vivendo, é uma troca natural. Não só pensando na sociedade, mas também ouvindo especialistas de áreas da saúde, Carlos Bastide, ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e professor do Departamento de Direito do Estado da Faculdade de Direito da USP, comenta que há toda uma discussão política em torno do assunto e dessa discussão política participaram vários personagens importantes da vida nacional, entre eles, os partidos políticos, a sociedade civil e especialistas da saúde.

O ministro ainda esclarece que, por ter tido essa participação massiva de diferentes agentes, quando a matéria desta PEC chegou ao Senado ela estava madura o suficiente para ser considerada e votada, pois já havia um consenso entre as áreas que analisaram a questão.

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