Especialista alerta sobre importância da segurança e cuidado do paciente nos serviços de saúde

No Dia Mundial da Segurança do Paciente, Sara Diniz Rubinsztejn explica que “todo o processo de cuidado deve ser discutido com o paciente para que ele também entenda o seu papel e se comprometa”

 17/09/2021 - Publicado há 1 mês

 

A data foi criada com o objetivo de conscientizar pacientes, profissionais da saúde, gestores públicos e a sociedade civil sobre a importância de práticas de segurança nos serviços de saúde – Foto: Freepik
O Dia Mundial da Segurança do Paciente foi instituído na 72ª Assembleia Mundial da Saúde, que aconteceu em 2019, pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A data foi criada com o objetivo de conscientizar pacientes, profissionais da saúde, gestores públicos e a sociedade civil sobre a importância de práticas de segurança nos serviços de saúde para diminuir riscos ao paciente e aprimorar o cuidado durante procedimentos. A campanha da OMS neste ano é Aja Agora para o Parto Seguro e Respeitoso, que ressalta a importância de iniciativas que reduzam a morte de mulheres e recém-nascidos.

Sara Diniz Rubinsztejn, enfermeira e coordenadora de Qualidade e Gerência de Risco do Instituto da Criança e do Adolescente (ICr) no Hospital das Clínicas  da Faculdade de Medicina da USP, comenta sobre a data e a importância do debate sobre a segurança do paciente ao Jornal da USP no Ar 1° Edição. “Todo o processo de cuidado deve ser discutido com o paciente para que ele também entenda o seu papel e se comprometa com o cuidado. Então, é com um profissional competente junto com o paciente e a família dele que se tem uma assistência segura”, explica Sara.

Sara Diniz Rubinsztejn Azevedo – Foto: Reprodução

No Instituto da Criança e do Adolescente (ICr), no Hospital das Clínicas, Sara diz que o cuidado seguro na instituição é feita a partir do mapeamento dos processos e de riscos de cada serviço para identificar os que podem atingir os pacientes. “Outra coisa que a gente trabalha bastante é com a gestão documental, que são as políticas da instituição para a segurança do paciente, protocolos clínicos e de segurança, obrigatórios para o Ministério da Saúde, diretrizes terapêuticas, planos de ações criados a partir dos riscos identificados no mapeamento e notificações de não conformidade”, destaca Sara. Ela ainda ressalta que há treinamento para os novos profissionais que chegam ao instituto e avaliação dos caminhos tomados para a segurança do paciente.

Ainda sobre o ICr, Sara destaca que o paciente tem as ouvidorias para prestar suas queixas e também a partir do contato direto com o profissional para esclarecer o que está acontecendo. “Nós temos uma reunião mensal com a diretora executiva e com o ouvidor, na qual são discutidas as ouvidorias e queixas dos pacientes e, a partir delas, são tomadas algumas condutas”, explica Sara ao destacar a importância da ouvidoria para a melhoria dos procedimento no instituto.

Sara também ressalta que o ICr está promovendo palestras sobre a segurança do paciente, eventos adversos e seus aspectos éticos e legais. “Nós resolvemos fazer um trabalho de alerta através dessas palestras que começaram em 9 de setembro e estão gravadas no canal do YouTube do Instituto da Criança e do Adolescente”, diz Sara. Ela explica que as palestras estão acontecendo até o final de setembro e buscam propor medidas e avaliações sobre a segurança do paciente e a melhoria dos serviços de saúde.


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