Espaço urbano pode ser hostil às mulheres numa sociedade machista

Raquel Rolnik comenta sobre os casos de estupro e assédio sexual registrados em São Paulo

No dia em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, a professora Raquel Rolnik cita estatísticas que atestam que não há motivos para grandes celebrações. Afinal, entre janeiro e julho de 2017, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, foram registrados sete casos de estupro por dia na cidade de São Paulo, números que impossibilitam as mulheres de usufruir plenamente de suas vidas e do próprio município em que residem.

Ainda que parte dos estupros ocorra no domínio privado, ou seja, no ambiente doméstico, assustam os casos de assédio no transporte público – mais de 500 só em 2017, ainda de acordo com a SSP. O mais grave é que menos de 10% deles são denunciados, o que evidencia um universo bem maior de casos de assédio ou de ataque sexual. A colunista responsabiliza o machismo entranhado na sociedade brasileira por essa realidade, que impõe limitações às mulheres – muitas vezes elas deixam de usar uma blusa mais decotada ou uma saia mais curta por medo de serem sexualmente molestadas ou atacadas. É preciso lutar contra esse tipo de situação, diz Raquel Rolnik em sua coluna, que você pode ouvir, em sua totalidade, no link acima.

 

 

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