Escolas tratam “bullying” como caso de polícia, diz professor

Especialista afirma que faltam projetos pedagógicos e discussão entre pais, professores e alunos

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Para especialista, é necessário repensar projetos pedagógicos e empoderar os professores ao se tratar do bullying. Foto: Amanda Lindorner – flickr CC

Com a tragédia do colégio de Goiânia, em que um adolescente de 14 anos disparou tiros contra colegas, o debate sobre o bullying reacendeu na sociedade. A prática denigre a autoestima e a imagem dos indivíduos, sobretudo entre os jovens em idade escolar.

Nesse sentido, o docente da USP e coordenador do Observatório de Violência e Práticas Exemplares, Sérgio Kodato, afirma que as instituições de ensino carecem de projetos pedagógicos que discutam o problema. Nas visitas do grupo de pesquisa aos espaços de educação, o professor concluiu que as escolas com atividades artísticas e científicas, como olimpíadas de matemática e oficinas de pintura, tendem a ter menos casos de indisciplina. Já as que são fracas nessas iniciativas, tendem a ter mais casos de agressão.

Além disso, Kodato avalia que não há a união entre pais, alunos e a escola na promoção de medidas educativas atualmente. Ao contrário, muitos casos de indisciplinas são criminalizados e levados à polícia, ao invés de ser discutidos em sala de aula. Ele defende, também, que os professores da rede pública devem ser inseridos no tema a partir de uma reformulação nas ações da gestão escolar.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

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