Empresas de mídia devem dar preparo e suporte a jornalistas em risco

Para Carlos Eduardo Lins da Silva, falta uma cultura de cuidado dos veículos com seu corpo de profissionais

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Uma decisão recente da Justiça da Austrália coloca em debate até onde vai a responsabilidade das empresas jornalísticas sobre o bem-estar emocional de seus funcionários.

O tribunal condenou o jornal The Age, de Melbourne, a indenizar uma jornalista em 180 mil dólares australianos, o equivalente a R$ 485 mil. A repórter alegou sofrer de estresse pós-traumático lidando por anos a fio com assuntos pesados como assassinatos de crianças – e inclusive ser ameaçada por criminosos.

O jornal não ofereceu nenhum tipo de preparo ou suporte para a repórter, e também recusou seu pedido para que atuasse na cobertura de outros temas.

Nesta edição de Horizontes do Jornalismo, o professor Carlos Eduardo Lins da Silva defende que as empresas jornalísticas precisam dar mais apoio aos funcionários que lidam com temas que colocam em risco sua saúde física e mental.

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