Empreendedorismo social soluciona problemas que o Estado não consegue suprir

Graziella Comini comenta que as empresas podem ter ou não fins lucrativos e devem apresentar iniciativas inovadoras

 

O empreendedorismo social é um mercado em expansão formado por empreendimentos sociais, que podem ser ONG’s, empresas ou negócios, desde que ofereçam ideias inovadoras e não apresentem apenas caráter assistencialista. Graziella Comini, professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP explica que o movimento procura suprir necessidades socioambientais que apenas o governo individualmente não seria capaz de fazer.

Ele surge na década de 90 e, desde então, apresenta uma crescente, tendo a virada do século XX para XXI como o início, também, da geração de lucro em tais empresas. Apesar do sucesso, a pesquisadora afirma que não se deve deixar de lado a função do Estado, mas sim continuar batalhando para que esse promova políticas públicas de inclusão e de proteção ambiental.

As startups, maioria formada por jovens, contribui para a expansão do empreendedorismo social. Graziella Comini fala sobre duas iniciativas idealizadas por alunos da USP: a, de Gustavo Fuga, que procura democratizar o acesso ao ensino do idioma inglês; e o Programa Vivenda, de Fernando Assad, que faz reformas habitacionais a baixo custo. Ambos são projetos que geram lucro ao mesmo tempo em que respondem à sociedade.

Ouça a matéria na íntegra no áudio acima.

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