Emissão de gases pode elevar temperatura na Terra em até 8 graus

Políticas induzidas por relatórios do IPCC, organização científica da ONU, não são suficientes, diz especialista

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O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, IPCC, completa 30 anos em 2018. Durante esse período, cinco grandes relatórios foram publicados por essa organização da ONU, compilando pesquisas científicas de todo o mundo sobre as mudanças climáticas em curso no planeta.

Para Paulo Artaxo, professor do Departamento de Física Aplicada do Instituto de Física da USP e membro da equipe do IPCC vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2007, o trabalho do Painel foi fundamental para a consolidação de acordos internacionais de redução na emissão de gases de efeito estufa, como o Protocolo de Kyoto e o Acordo de Paris. Em 2007, os estudos concluíram que as mudanças climáticas já estavam em curso e deveriam se intensificar nos próximos anos; mas, mais do que isso, provaram a responsabilidade humana sobre essas alterações. Ainda segundo o professor, os últimos 10 anos foram os mais quentes de toda a história climática conhecida da Terra, com média de 1,2 graus de aquecimento. As previsões mais pessimistas falam de um possível aumento na temperatura terrestre de até 8 graus, o que seria catastrófico.

Artaxo diz que hoje o grau de conscientização da população sobre a gravidade do problema é maior, mas que isso não tem se convertido em políticas públicas eficientes de redução de danos. O foco continua sendo, então, as formas de diminuição da emissão de gases na atmosfera e de adaptação da humanidade aos novos climas. A aplicação de políticas mais radicais é um grande desafio, mas absolutamente estratégica para o projeto de desenvolvimento sustentável do planeta, conclui o professor.

Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular. Você pode ouvir a entrevista completa no player acima.

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