Eleição foi a mais imprevisível da história recente do País

Rubens Barbosa afirma que o voto foi resultado de profunda decepção com a corrupção, a violência, e a ineficiência do governo

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O embaixador Rubens Barbosa, na edição de hoje, faz uma análise crítica do quadro político desenhado após o primeiro turno das eleições e pede para que os candidatos ao segundo turno busquem um caminho de moderação, com políticas que somem e não dividam a população, como atualmente.

Para Barbosa, esta eleição foi a mais imprevisível da história recente. “A população, de forma geral, não se deu conta da gravidade da situação econômica, financeira, política em que nós estamos vivendo. O voto foi resultado de uma profunda decepção com a corrupção, violência e com a ineficiência do governo. O eleitor votou contra tudo que aí está, sem se preocupar com as consequências dessa votação, com o que vai acontecer e como vai ser conduzida a resposta a essa crise em que estamos vivendo. Houve uma polarização e radicalização como nunca vimos no Brasil. A eleição foi um verdadeiro tsunami de renovação”, afirma.

O embaixador diz ainda que os partidos do centro desapareceram, e que prevaleceu a direita conservadora, populista, radical, liberal, de um lado, e a esquerda radical, desenvolvimentista e também populista, do outro lado. “Houve uma destruição, na prática, dos partidos políticos. A negociação no Congresso será muito difícil. A renovação se deu em todos os níveis. Emergiu um grande número de congressistas e deputados estaduais que são evangélicos, ruralistas. Isso vai refletir um problema grande de governabilidade para aprovar a legislação e as reformas tão necessárias, a menos que o novo presidente que se eleger consiga formar uma maioria com este novo quadro.”

No segundo turno, Barbosa afirma ser “o melhor caminho se os candidatos pudessem encontrar, de alguma maneira, um caminho de moderação, buscando políticas que possam somar ao invés de dividir, sobretudo pensando na democracia, que saiu fortalecida nesta eleição”.

Ouça no link acima a íntegra da coluna Diplomacia e Interesse Nacional.

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