Eleição de Kuczynski não deve trazer mudança na política externa

A opinião é do professor Pedro Feliú Ribeiro, do Instituto de Relações Internacionais da USP, que diz que o país mantém uma política externa muito estável

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Foto: Vidal Tarqui/Agência Andina
Foto: Vidal Tarqui/Agência Andina

O economista Pedro Pablo Kuczynski, de 77 anos, foi eleito presidente do Peru, num dos pleitos mais disputados da história peruana. PPK, como é conhecido, conseguiu uma virada no segundo turno e derrotou Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, por uma diferença de 41 mil votos.

Pedro Feliú Ribeiro, professor do Instituto de Relações Internacionais da USP, conversou com a repórter Marcia Avanza sobre os motivos que levaram PPK à vitória. Ele explica que houve forte rejeição ao fujimorismo na eleição presidencial, embora o partido Fuerza Popular tenha conseguido eleger 73 cadeiras nas eleições legislativas.

Houve, também, um rompimento com o PNP, partido de esquerda fundado pelo atual presidente Ollanta Humala, já que os dois candidatos que chegaram ao segundo turno são de direita. Se na política há muita oscilação entre os partidos no poder, o Peru conquistou uma estabilidade positiva na economia e nas relações externas, especialmente com o Brasil, que deve ser mantida ou incrementada no novo governo.

Acompanhe a entrevista.

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