Economia brasileira tem futuro otimista com controle da inflação

Taxa de juros, usada como controle da inflação, tende a não subir nos próximos meses, afirma especialista

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Estimativa de instituições financeiras para a inflação este ano subiu pela quinta vez seguida. De acordo com pesquisa do Banco Central, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 4,43%. Na semana passada, a projeção estava em 4,40%. Para 2019, a projeção da inflação foi ajustada de 4,20% para 4,21%. A projeção do mercado financeiro ficou mais próxima do centro da meta deste ano, que é de 4,5%. Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como instrumento a taxa básica de juros, o Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), atualmente em 6,5% ao ano. De acordo com o mercado financeiro, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018. Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano.

O professor Rafael Paschoarelli, do Departamento de Finanças da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, conta que o aumento na inflação e nas suas estimativas tem algumas razões, como a elevação do câmbio e a greve dos caminhoneiros, que elevou o preço do diesel. O professor vê, no entanto, a situação com otimismo: segundo ele, o mercado financeiro aposta nos juros que vão acontecer, o “Mercado Futuro de Juros” da bolsa. Nessas estimativas, em que são colocados bilhões de reais, pode-se notar uma queda gradual nos últimos meses. Há um mês, a estimativa da taxa de juros, que serve de base para a Selic, estava em 8,2%; hoje está em 7,3%.

Paschoarelli explica que a meta de inflação para 2018 é de 4,5%, com uma tolerância de 1,5% para mais ou para menos, ou seja, caso fique entre 3% e 6%, o Banco Central cumpriu seu objetivo, e aparentemente esse será o caso, com a inflação ficando por volta dos 4,5% estabelecidos. Ele lembra também que vivemos hoje com inflação controlada: já houve, alguns anos atrás, metas que não foram atingidas e inflação que chegou à casa dos 10%. Outro ponto que corrobora o otimismo do economista é o dólar, que pouco tempo atrás estava em R$ 4,20, hoje está em R$ 3,70.

O professor afirma, ainda, que a incerteza do desemprego tem, também, impacto negativo na economia brasileira, na medida em que diminui o consumo devido ao medo que o trabalhador tem de perder o emprego no meio de um financiamento. Ele explica ainda que essa queda no consumo leva o empresário a investir cada vez menos, e consequentemente implica na estagnação econômica. Por isso, é importante que se sinalize o que será feito nesse âmbito, e que se cumpra o que foi prometido pelo governo, pois a previsibilidade é importante para os agentes econômicos. Por isso, o resultado das eleições é de suma importância para o futuro econômico do País.

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