É preciso recuperar a crença na lei e na justiça, diz colunista

Mas lei e justiça devem ser usadas para resolver os problemas graves de todo o Brasil, destaca Renato Janine

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A prisão de três deputados estaduais, no Rio de Janeiro, por corrupção, é o tema da coluna semanal do professor Renato Janine Ribeiro. Depois de menos de um dia presos, os deputados foram soltos. E, no dia 21, foram presos novamente.

O professor destaca dois pontos sobre a questão. O primeiro é que, diante de uma sentença judicial, as pessoas são a favor ou contra, não por ser uma decisão judicial, mas porque concordam ou discordam dela. “Há pessoas que sempre concordarão com Gilmar Mendes (ministro do Supremo Tribunal Federal), outras sempre discordarão dele”, diz Janine. “Isso cria um problema muito grande, pois o respeito à lei e ao julgado diminuiu e isso afeta os deputados da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). Foi isso que levou pessoas que têm uma verdadeira repulsa a eles e ao que eles representam a dizerem ‘mas eles não podiam ser presos assim’.”

A segunda questão é que a opinião pública chegou a um nível de tanta revolta e indignação que os assuntos ligados à lei ficaram um pouco complicados. De acordo com o professor, se Aécio Neves foi solto, isso ocorreu por apenas um voto. Então, existe uma grande sensação de precariedade das decisões e que, com isso, criminosos possam ficar impunes. No caso do Rio de Janeiro, a situação ainda é mais complicada, pois o grupo controla a Assembleia há muito tempo. Para Janine, isso tudo traz a sensação perigosíssima de que talvez não existam soluções dentro da lei.

“Essa situação cria um clima para achar que o sistema constitucional e legal possam não ser suficientes para resolver os problemas do Brasil. Existe um problema sério aí e é preciso fazer as pessoas recuperarem a crença na lei e na justiça. Para isso, é preciso que a lei e a justiça sirvam de fato para resolver problemas graves, gravíssimos, não apenas do Estado do Rio, mas de todo o País.”

Ouça acima o áudio na íntegra.

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