Douglas Gordon transforma o vídeo em pintura e vice-versa

Com curadoria do Professor Lorenzo Mammi, videoinstalação cria campo de tensão entre Monet e Cézanne

O artista escocês Douglas Gordon, famoso pelas referências que faz aos grandes ícones da história da arte, está em exposição no Instituto Moreira Salles. Com a curadoria de Lorenzo Mammi, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, a videoinstalação Îles flottantes (Se Monet encontrasse Cézanne, em Montfavet) foi exibida uma única vez, em 2008, na exposição Où se trouvent les clefs? (Onde estão as chaves?), realizada na Coleção Lambert, em Avignon, França. E surpreende pela abordagem dada à produção dos franceses Monet (1840-1926) e Cézanne (1839-1906).

“Nessa mostra, o vídeo se transforma em pintura e a pintura dialoga com o audiovisual”, explica Giselle Beiguelman, artista e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. “Segundo o curador do projeto no Brasil, professor Lorenzo Mammi, a obra de Gordon faz um contraponto entre a produção de Paul Cézanne e Claude Monet, estabelecendo um campo de tensão entre a transparência dos reflexos do jardim inundado, marca de Monet, e os volumes e a concentração luminosa, marca de Cézanne.”

A mostra permanece no Instituto Moreira Salles, na Galeria 1, na Avenida Paulista 2.424. Pode ser visitada até 26 de agosto, de terça a domingo (exceto quinta-feira) das 10 às 22 horas, com entrada franca. As obras de Douglas Gordon estão em exposição também na Galeria Marília Razuk, na Rua Jerônimo da Veiga, 131. Abre de segunda a sexta-feira, das 10h30 às 19 horas, sábado, das 11h às 16h. A entrada é franca, em cartaz até 26 de maio.

Ouça, no link acima, a íntegra da coluna. Quem quiser saber mais sobre Douglas Gordon e a videoinstalação Îles flottantes (Se Monet encontrasse Cézanne, em Montfavet), acesse www.desvirtual.com

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