Doenças alérgicas podem aumentar na primavera

Fábio Fernandes Morato Castro estima que em alguns anos mais de 40% da população estará sofrendo com problemas alérgicos

Quem tem alergia sofre com o problema o ano inteiro, mas existem estações em que as crises se acentuam e a busca pelos postos de saúde aumenta. A primavera é uma dessas épocas. Na estação das flores, as cidades ficam mais bonitas, ocorre a floração das plantas e polinização, o que é um problema para quem sofre com rinite e asma, as doenças alérgicas mais comuns a atingirem a população brasileira, sendo que 35% das pessoas sofrem com a rinite e 10% com a asma.

O médico Fábio Fernandes Morato Castro, professor titular da Imunologia Clínica e Alergia da Faculdade de Medicina da USP, lembra que as alergias têm características muito definidas. “Quem tem rinite sente muita coceira no nariz, olhos e garganta, além do excesso de coriza, espirro e a obstrução nasal. Já quem tem asma tem chiado, falta de ar e sensação de aperto no peito.”

As alergias estão aumentando muito em todo o mundo e não há explicação para que isso ocorra, mas, segundo Morato Castro, “acredita-se que, em alguns anos, mais de 40% da população estará sofrendo com o problema”. Mas não são só as estações climáticas que contribuem para as alergias no Brasil. O ácaro é responsável por 70% a 80% dos casos. Os animais domésticos, como cães e gatos, pólens, fungos e restos de insetos na poeira domiciliar contribuem para as crises. Há também os chamados fatores inespecíficos, que ajudam a acentuar o problema, como é o caso do cigarro, mudança da temperatura, poluição e produtos químicos. Seja qual for a situação, o médico lembra que “a procura por um alergologista é a solução para tratar e minimizar os sintomas”.

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