Doações de sangue devem ser pré-agendadas neste momento

Sandra Camargo Montebello recomenda medidas para evitar aglomerações nos postos de coleta da Fundação Pró-Sangue durante a pandemia

Com a pandemia de covid-19, o número de doações de sangue tem caído perigosamente. No entanto, com a informação em massa dessa situação, muitas pessoas se dirigiram aos postos da Fundação PróSangue, instituição pública ligada ao Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e à Secretaria da Saúde do Governo do Estado de São Paulo, causando espera e aglomeração nos últimos dias.

Jornal da USP no Ar conversou com a médica Sandra Camargo Montebello, responsável pela triagem e coleta de doadores no posto Clínicas, para entender a real gravidade desse cenário. Ela explica: “Tivemos uma preocupação muito grande nessas últimas semanas, porque os doadores sumiram, por recomendações oficiais de não saírem de casa, mas nós precisamos continuar recebendo doadores para continuar a atender pacientes que passam por cirurgias nos hospitais, por exemplo”.

Foto: Visual Hunt

Nos últimos dois dias, várias pessoas se mobilizaram e se dispuseram a doar sangue, mas se depararam com longas esperas, de quase duas horas, dado o grande movimento. Sandra reforça que isso não é benéfico, afinal, para evitar a transmissão da covid-19, é necessário se afastar de aglomerações. Por isso, a recomendação é que as pessoas façam o agendamento da sua doação pelo telefone do Alô Pró-Sangue, que pode dar mais informações sobre o movimento e as filas nos postos. O número é (11) 4573-7800. A médica avisa que até segunda-feira não há mais vagas para agendamento.

Além de evitar, por enquanto, as doações espontâneas, checando sempre as recomendações da Pró-Sangue, é importante lembrar que existem requisitos para os doadores, entre eles: estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos, pesar no mínimo 50 quilos e ter descansado bem antes da doação. Porém, nesse momento excepcional, também se aconselha que pessoas que tiveram quaisquer sintomas de doenças infecciosas nos últimos 7 dias, que voltaram do exterior recentemente ou tiveram contato com possíveis portadores do vírus não doem sangue nesse momento. “Não há comprovação científica de que o contágio possa se dar pelo sangue, mas todo cuidado é pouco”, reforça a médica.

Os postos da Fundação Pró-Sangue também vêm adotando medidas para tornar o ambiente de doação ainda mais seguro, incluindo o espaçamento entre cadeiras na recepção e disposição de álcool gel para os doadores. Saiba mais sobre isso ouvindo a entrevista na íntegra.


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