“Diversidade em Ciência” destaca o papel da arte na contemporaneidade

O performer e coreógrafo Wagner Schwartz fala também sofre a violência que sofreu por parte de grupos conservadores

 

No Diversidade em Ciência, Ricardo Alexino Ferreira entrevista o premiado performer e coreógrafo Wagner Schwartz, que fala sobre a arte na contemporaneidade.

Schwartz, com menos de 45 anos de idade, já criou oito espetáculos reconhecidos pelos mais importantes críticos de arte e ganhou mais de 11 prêmios nacionais e internacionais em sua carreira. Destacam-se as suas obras Wagner Ribot Pina Miranda Xavier le Schwartz Transobjeto; La Bête; “Domínio Público”, dentre outras.

Em 2017, Schwartz fez a performance La Bête, inspirada no trabalho Bichos, da pintora e escultora Lygia Clark. A apresentação foi realizada no 35º Panorama de Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna (MAM). Durante a performance, Schwartz ficava nu e o público tinha a possibilidade de interagir com ele.

A performance foi filmada e nela aparece a coreógrafa Elisabeth Finger, acompanhada da filha de aproximadamente quatro anos, interagindo com o performer, como propunha a obra.

Conservadores e religiosos fundamentalistas, ao terem acesso às filmagens nas redes e estimulados pelo grupo ultraconservador Movimento Brasil Livre (MBL), fizeram uma série de manifestações violentas contra Schwartz, incluindo ameaças de morte e o denunciando como pedófilo. Vale lembrar que o MBL já havia feito, no mesmo ano, manifestações virulentas contra a exposição Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira e até mesmo a outras obras do Masp, alegando que as pinturas e esculturas clássicas e barrocas expostas apresentavam nudez.

O Ministério Público arquivou o indiciamento do MBL, alegando que não houve pedofilia e reconhecendo que o artista realizava expressão artística em um espaço de arte, o MAM, com presença de público.

Schwartz teve apoio do próprio MAM, de intelectuais, de jornalistas, de artistas, das universidades e de vários setores sociais. Assim, apesar de forças ultraconservadoras, venceram a liberdade de expressão e as artes.

O Diversidade em Ciência é um programa de divulgação científica voltado para as ciências das diversidades e direitos humanos e vai ao ar toda segunda-feira, às 13 horas, com reapresentações às terças-feiras, às duas horas da manhã, e aos sábados, às 14 horas, com direção e apresentação do jornalista, professor da USP e membro da Comissão dos Direitos Humanos da USP, Ricardo Alexino Ferreira, e operação de áudio de João Carlos Megale.

O Diversidade em Ciência é gravado no estúdio do Departamento de Comunicações e Artes/Educomunicação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

A Rádio USP-FM pode ser sintonizada em 93,7 MHz/SP ou pelo link: http://jornal.usp.br/radio/

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