Dinamarca proíbe o uso da burca para garantir liberdade individual

Marília Fiorillo afirma que essa questão deixa em segundo plano assuntos mais importantes

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Marília Fiorillo nesta edição comenta sobre a nova lei da Dinamarca que proíbe o uso da burca islâmica em espaços públicos. Para a professora essa questão é delicada porque o véu não é só um símbolo religioso, mas também político. “As pessoas politicamente corretas acham essa resolução um atentado à liberdade de expressão. França e Dinamarca são Estados laicos e a exibição de símbolos políticos e religiosos pode gerar um aumento dos preconceitos em vez de promover a convivência entre as diferenças”, observa.

Para Marília, o Estado ao estipular a observância de circular laicamente nas ruas, escolas e edifícios públicos, de certa maneira está cumprindo o seu papel que é garantir espaços para a liberdade individual sobretudo das pessoas mais vulneráveis. “Falar sobre o véu apenas deixa em segundo plano questões fundamentais como a discriminação das mulheres muçulmanas no trabalho, a violência doméstica e o estupro de meninas por parentes que não é exclusividade do mundo islâmico, mas é frequente.”

Ouça, no link acima, a íntegra da coluna Conflito e Diálogo.

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