Diagnóstico precoce é vital no tratamento do câncer de próstata

Há casos que não são diagnosticados apenas com a análise do sangue, por isso a importância do exame de toque, diz William Nahas

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Dando sequência ao especial sobre a contribuição da Medicina USP para a sociedade, o Jornal da USP no Ar traz o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP. Para isso, o jornal conversou com o doutor William Nahas, chefe do Serviço de Oncologia Urológica do Icesp e professor titular de Urologia do Departamento de Cirurgia da FM.

O câncer de próstata é a segunda neoplasia mais comum entre os homens com mais de 50 anos. Nahas explica que um diagnóstico precoce é importante no tratamento de qualquer tipo de neoplasia. No caso do câncer de próstata, os exames devem ser feitos a partir dos 45 anos, para aqueles com antecedente familiar, e 48 anos, para os sem antecedente.

O médico esclarece que há duas formas para diagnosticar a doença: exame de PSA, com coleta de sangue, para verificar os antígenos específicos da próstata que denunciam alguma afecção na glândula, e o exame de toque, que dura poucos segundos. Nahas conta que existe uma porcentagem significativa de casos que não são diagnosticados apenas com o exame de sangue, por isso a importância da associação dos dois procedimentos.

Em linhas gerais, o diagnóstico precoce é a verificação da doença antes da repercussão dos sintomas. O médico explica que tanto o procedimento cirúrgico quanto a radioterapia são mais efetivos neste estágio da neoplasia. A cirurgia pode ser robótica, utilizar laparoscopia ou o procedimento clássico. “Nos últimos oito anos, foram lançados pelo menos nove medicamentos para o tratamento da neoplasia prostática”, conta Nahas, e segue: “De tal forma que, quando a doença não é mais restrita à próstata, há ferramentas valiosas para tratar esses indivíduos”.

Ouça a entrevista, na íntegra, no player acima.


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