Dia da biodiversidade é pouco lembrado, mas há estudos inéditos sobre o tema

Revista Science trouxe pesquisas sobre as reduções de áreas vitais para as espécies em decorrência do aquecimento global

No último dia 22, foi comemorado o dia mundial da Biodiversidade, mas a data foi pouco lembrada e pouco divulgada. Em sua coluna “Sustentáculos”, o professor José Eli da Veiga fala sobre pesquisas com resultados inéditos que foram veiculadas na Revista Science, que abordam cenários sobre as perspectivas do aquecimento global. “Ao invés de trazerem informações sobre espécies que estão em risco de extinção, um dos estudos aborda as áreas vitais para as espécies”, descreve o colunista. A questão é: em quanto serão reduzidas, pelo aquecimento global, as áreas vitais para as espécies. “Segundo os cientistas, espécies poderão migrar para outros ambientes e, dependendo da velocidade do aquecimento, algumas poderão ter vantagens nesta mudança”. O fato, de acordo com as pesquisas, é que a temperatura sobe mais rapidamente do que a capacidade das espécies em se adaptar.

Os estudos consideraram diversos cenários, mas o colunista destaca a hipótese do cumprimento do acordo de Paris, assinado em 2015. O acordo exige dois cenários: um duvidoso, porém mais realista, que é cumprir em 2 graus a elevação da temperatura; o outro, nem tão realista, em elevar somente em 1,5 grau a temperatura até o final do século. Na hipótese dos 2 graus, as áreas vitais dos insetos cairiam quase 20%, das plantas 16% e dos vertebrados 8%, considerando a biodiversidade terrestre. Outro estudo interessou-se pelas áreas já protegidas, que somam cerca de 15% da superfície global. O estudo concluiu que um terço destas áreas, cerca de 32,8%, está sob fortes ameaças de intervenção humana.

Ouça a coluna na íntegra.

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