Desrespeito às mulheres vai na contramão do mundo civilizado

Renato Janine Ribeiro fala do papel das mulheres nessas eleições e na política brasileira e mundial

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Em sua coluna desta semana, Renato Janine Ribeiro fala do papel das mulheres nessas eleições e na política brasileira e no mundo. O colunista lembra que as brasileiras conquistaram o direito ao voto em 1932. Mas, apesar de não ter sido um dos últimos países onde isso ocorreu, atualmente ainda há muito a ser conquistado por elas em nosso país. Aqui, a representatividade feminina nas casas legislativas é de menos de 10%, o que coloca o Brasil numa posição extremamente ruim, atrás de muitos países, inclusive árabes e africanos, onde a condição feminina é até de menor liberdade do que aqui.

Janine lembra que, no Canadá, em 2014, metade dos ministérios foi ocupada por mulheres. Na Espanha, em 2018, elas superaram o número de homens nesse quesito. “Vejam como isso é interessante. Enquanto se milita por metade/metade, a ideia é a de uma política de ação afirmativa. Quando se colocam mais mulheres do que homens, a ideia é: são as mais competentes.”

Para o professor, a igualdade de gêneros está muito ligada a um fato importante na vida social e econômica do mundo: a força física, a força bruta, deixou de ser um diferencial importante. Durante muito tempo, os homens dominaram as mulheres porque eles tinham mais força física e era isso que contava. Atualmente, diante da redução do papel da força bruta nas relações humanas, aumentou significativamente, como diferencial, a inteligência.

“Qualquer ofensa às mulheres ou, pior ainda, uma política sistemática de desrespeito às mulheres vai na contramão da civilização, vai na contramão do que o mundo está conquistando, um mundo de igualdade, de oportunidade para todos, um mundo de mérito verdadeiro adquirido pela igualdade de oportunidades e pela livre concorrência”, finaliza.

Ouça, no link acima, o áudio na íntegra.

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