Desigualdade salarial entre médicas e médicos é questão de gênero, diz colunista

Pesquisa mostra que 80% das mulheres médicas estão nas categorias mais baixas salariais, enquanto 51% dos homens médicos se concentram nas mais altas

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O médico Alexandre Faisal comenta sobre a pesquisa do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), publicada pela revista British Medical Journal, que apresenta dados sobre a desigualdade salarial entre médicas e médicos.

Faisal explica que o desenvolvimento da mulher na área educacional e profissional é sem precedentes nas últimas décadas. No entanto, as desigualdades entre oportunidades e tratamento entre as mulheres e os homens persistem em alguns mercados, no mundo todo. “Isso acaba gerando alguns problemas de saúde para a mulher, que ganha 77% de renda em comparação com o homem”, observa.

O resultado da pesquisa mostra que quase 80% das mulheres médicas estão concentradas nas categorias mais baixas salariais, enquanto 51% dos homens médicos estão nas categorias mais altas. “A desigualdade salarial é unicamente explicada pela questão do gênero. Um paradoxo, levando em conta que no Brasil há um número crescente de mulheres exercendo a profissão de médica ou que estão nas escolas de medicina”, analisa Faisal.


Saúde Feminina
A coluna Saúde Feminina, com o professor Alexandre Faisal, vai ao ar toda quinta-feira às 10h, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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