Depressão na gravidez é uma realidade que não pode ser ignorada

Preconceito apenas agrava as consequências da doença para mães e filhos

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O coordenador do Programa de Saúde Mental da Mulher do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, Joel Renno, conta que muitas mulheres com depressão perinatal, entre a gestação e o primeiro ano do bebê, não procuram ajuda, pois ainda se trata de um tema tabu, uma vez que a tristeza não é permitida nesse período supostamente mágico.

Foto: Visual Hunt

O especialista aponta uma série de fatores biopsicossociais que provocam esse tipo de depressão. Dentre estes, no Brasil, se destacam a gravidez na adolescência, geralmente não planejada, e o baixo status social. Mulheres que já passaram por um quadro depressivo são mais vulneráveis também. Além disso, um elemento orgânico de risco é a diabetes gestacional.

Segundo Renno, uma em cada quatro mulheres apresentam depressão perinatal, em diferentes graus. Por isso, o professor defende uma melhor capacitação de obstetras e enfermeiros para, já no pré-natal, poderem identificar e prevenir a doença.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

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